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13 novembro 2017

📅 Pôncio Pilatos

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PÔNCIO PILATOS... Se um funcionário de uma determinada empresa atende mal, tanto ele quanto a empresa são responsáveis. Afinal, o funcionário faz parte da empresa, que é responsável por ele.

O mesmo ocorre num erro médico. Tanto o médico quanto a clínica/hospital respondem pelo ocorrido.

O caso do jornalista William Waack, apresentador do Jornal da Globo, parece mudar essa lógica em que empregado e empregador respondem solidariamente por um erro.


Um vídeo de 2016 no qual William Waack utiliza expressões de cunho racista (por exemplo: "é coisa de preto") vazou. William se tornou vítima do implacável tribunal das redes sociais.


A Rede Globo não pensou duas vezes: lavou as mãos e afastou o apresentador.

O mesmo já tinha ocorrido no caso da acusação de assédio sexual envolvendo o ator José Mayer (https://psoares15.blogspot.com.br/2017/04/a-imagem-ou-frase-30.html?m=1). O que a Globo fez? Afastou o ator.


Os dois casos não ocorreram na vida pessoal dos citados. Eles estavam trabalhando.


O vídeo vazado é da responsabilidade da emissora. O assédio sexual ocorreu nas dependências da Globo.

Quando é do interesse, o Grupo Globo cobra, investiga, direciona, julga e condena. Mas quando é na própria carne...








+ Globo >

Será que chegou a hora da faxina?

(vídeo)


Atualizado em 15/11/2017 >

PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO... A Rede Globo sentiu na própria carne ao ser acusada em caso de corrupção. Imediatamente o Grupo Globo divulgou uma nota oficial na qual afirma que "não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina". Ainda bem, né!



Contudo, apesar de dizer que fez "amplas investigações internas" e não descobrir nada, o executivo número 1 da parte de Esportes, Marcelo Campos Pinto, foi dispensado sob suspeita de relacionamento com a máfia do futebol (Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e companhias).



Resta saber se, assim como nos casos de racismo e assédio sexual, a Globo lavará as mãos mais uma vez e colocará a culpa em um nome. Mas, e se Marcelo Campos Pinto resolver falar? O "burzaco" pode ser mais embaixo...

14 julho 2018

VOCÊ SABE EXPLICAR/VOCÊ SABE ENTENDER TUDO BEM/VOCÊ ESTÁ/VOCÊ É/VOCÊ FAZ/VOCÊ QUER/VOCÊ TEM/VOCÊ DIZ A VERDADE/A VERDADE É O SEU DOM DE ILUDIR…

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O Grupo Globo (leia-se: Rede Globo, Jornal O Globo, Jornal Extra, Rádio Globo, Globo.com, Flamengo, Corinthians, Globosat, Editora Globo, Som Livre, etc.) resolveu enquadrar seus jornalistas, principalmente no que se refere às redes sociais. Não podem fazer propaganda em hipótese alguma e devem sempre pensar na empresa antes de postarem qualquer coisa. E embora tenha se declarado apartidário e independente de governos, o Grupo Globo resolveu marcar em cima o pré-candidato à prefeitura do Rio, Romário, tornando públicas algumas jogadas, fiscais, do Baixinho do Tetra. Nem o Café da Comunhão (https://psoares15.blogspot.com/2018/07/cafe-da-comunhao.html?m=1) escapou: o Grupo Globo escancarou uma reunião em que o prefeito Crivella deixava claro que os evangélicos tomariam café, enquanto o restante da população tomaria no c*. Contudo, parece que o Grupo Globo quer paes na Terra aos homens de boa vontade.



07 julho 2018

MANDA QUEM PODE... 🔎🌐

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Recentemente os jornalistas do Grupo Globo (https://psoares15.blogspot.com/2014/12/hoje-e-um-novo-diade-um-novo-tempo-que.html?m=0) receberam a orientação para não fazerem nenhum anúncio comercial, mesmo sem querer. O objetivo era manter a imparcialidade. Pelo visto, não adiantou. Agora, o Grupo Globo tornou pública uma atualização dos seus Princípios Editoriais. Novamente o objetivo é a isenção, principalmente nas redes sociais. Para a Federação Nacional dos Jornalistas, o Grupo Globo está promovendo uma censura prévia.


Uma série de recomendações e restrições foi imposta aos jornalistas globais:

Os veículos jornalísticos do Grupo Globo devem ter isenção como um objetivo consciente e formalmente declarado.

Todos os jornalistas devem se esforçar ao máximo para deixar de lado suas idiossincrasias e gostos pessoais.

O Grupo Globo é apartidário.

O Grupo Globo é laico.

O Grupo Globo é independente de governos.

Denúncia anônima não é notícia.

Deve-se ter humildade diante de furos de veículos concorrentes.

O público sempre será tratado com respeito.

O uso de microcâmeras e gravadores escondidos é legítimo.

Notícias apuradas devem ser divulgadas primeiramente pelos veículos do Grupo Globo (e não de forma particular pelo jornalista).

Nas redes sociais, os jornalistas devem se abster de expressar opiniões.

Os jornalistas não devem curtir os posts de candidatos, partidos, ou movimentos em torno da defesa de ideias ou projetos.

O jornalista deve evitar criticar hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias áreas etc.

Se se sentir vítima de abuso, é legítimo que o jornalista bloqueie os ofensores. Mas é preciso critério.


27 outubro 2017

Globo e você, tudo a ver(?)

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GLOBO E VOCÊ, TUDO A VER(?)... Pela primeira vez em sua história a Rede Globo reconhece os que não gostam dela. E admite que esse número corresponde à metade dos seus telespectadores. A emissora lançou uma campanha institucional na qual se destaca a seguinte frase: "Uns gostam da gente; uns dizem que não". À primeira vista, uma ironia com os que a criticam mas assistem, num segundo ponto, a prepotência de sempre. Famosa por sempre apoiar quem está no poder, e abandonar ou perseguir a quem não interessa (mais), a emissora tem a sua postura questionada (seja através do conteúdo das suas produções, seja pelos princípios jornalísticos) em larga escala, em virtude do alcance das redes sociais; críticas outrora isoladas e sem divulgação eram abafadas com facilidade. A Globo já não tem mais uma liderança folgada em audiência. A Rádio Globo se perdeu na programação. O jornal O Globo viu as vendas despencarem. O Grupo Globo tenta se adequar ao mercado. Está tendo que rever parcerias, reza para que não tenha respingos das operações tipo Lava Jato em seus braços nem em seus profissionais, e se segura na programação esportiva, atualmente seu ponto mais forte por ser mais rentável.