26 março 2019

🍊 MANIA DO MITO 😎

PÁGINA INICIAL DO BLOG

Os admiradores do presidente Jair Bolsonaro costumam chamá-lo de mito; a mitomania os define, e provavelmente eles não saibam o significado dessa  própria mitomania. Prestes a completar três meses, o novo governo ainda não disse a que veio. Ou disse muito pouco. O que mais mostrou até o momento é falta de experiência e falta de habilidade política. Só relembrando: a falta de habilidade política derrubou o governo de Dilma Rousseff.



A opção em mandar recados pelas redes sociais não tem funcionado para Bolsonaro. Se funcionou durante a campanha presidencial é outra história. Como diz o velho deitado: “jogar pedra é fácil, o difícil é ser vidraça”. Embora Bolsonaro tenha quase três décadas como deputado federal, ele parece um iniciante na política. Para completar, seus aliados se dividem em três grupos: os familiares, que só fazem e falam besteira (Carluxo e cia.); os militares (Mourão e cia.), que sonham com um voo mais alto; e a área política, que inclui técnicos e políticos do baixo clero ou de primeira viagem (Moro, Guedes e cia.).




A reforma da Previdência parece ser o maior desafio de Bolsonaro nesse início de mandato. E o que se faz? Compra-se briga com o presidente da Câmara, Rodrigo Nhonho Maia, o botafogo das famosas listas com apelidos. Mais uma vez cabe relembrar que, a briga de Dilma com o então presidente da Câmara, o flamenguista Eduardo Cunha (posteriormente, preso), foi a gota d’água para o seu processo de impeachment.




Não satisfeito, Bolsonaro o que faz? Resolve mexer numa ferida recente, e muito longe de estar cicatrizada: o governo militar a partir de 1964. Após uma pesquisa apontá-lo como o presidente com um dos maiores índices de rejeição nos primeiros três meses, Jair Messias Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que faça as "comemorações devidas" nos quartéis em referência à data de 31 de março de 1964, quando os militares assumiram o poder na base da força.




Ah, voltando então para a história do mito, a mitomania 😎 nada mais é do que a compulsão em mentir 🍊, um transtorno psicológico.



E para não dizer que o blog não falou de flores 💐: Hoje a vascaína Juliana Paes faz 40 anos. Sinta-se homenageada! 💢



O AUTOR
https://www.blogger.com/profile/00989166331509310146

*****

  Nota de repúdio da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais

A Associação dos Defensores Públicos Federais (Anadef) manifesta repúdio à medida anunciada pelo porta-voz do Palácio do Planalto, que confirmou a recomendação do presidente Jair Bolsonaro para atos em comemoração ao Golpe Militar, no próximo dia 31 de março.    Para os defensores públicos federais, que atuam na garantia dos direitos humanos, a decisão do Governo é um estimulo grave ao ódio e à tortura. Celebrar a data é ignorar a dor de dezenas de brasileiros, é retroceder aos direitos conquistados sob a morte daqueles que lutaram por um País livre, entre eles índios, sindicalistas e líderes rurais e religiosos, desaparecidos e assassinados durante o triste período da ditadura militar.   Temos apreço e respeito às Forças Armadas que têm como seu papel institucional garantir e preservar os poderes constitucionais. No entanto, sob a pretensão de exaltar o Exército Brasileiro, a comemoração do golpe de 64 celebra um momento em que o papel das Forças Armadas foi deturpado e corrompido. O golpe de 64 representou uma violação profunda do Estado Democrático de Direito, inaugurando um período em que a tortura, a violência e a perseguição política foram institucionalizados no Brasil.   Em nome daqueles que sofreram e ainda sofrem a dor dos dias marcados pela ditadura militar, rechaçamos qualquer manifestação no sentido de reconhecer a data além do que ela estritamente representa: um dos períodos de maior sofrimento na história do País.

*****

Nota pública do PFDC - MPF


*****

Publicado em 27/03/2019

MINISTÉRIO DA DEFESA
Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964
Brasília, DF, 31 de março de 2019

As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15. Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano - a capacidade de aprender. Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período colonial, passando pelos processos de independência, de afirmação da soberania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republicano, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvorecer do Século XX. O início do século passado representou para a sociedade brasileira o despertar para os fenômenos da industrialização, da urbanização e da modernização, que haviam produzido desequilíbrios de poder, notadamente no continente europeu. Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mundial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia. Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunista. Na Segunda Guerra Mundial, foram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlântico Sul e Caribe; do Exército Brasileiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasileira, nos céus europeus. A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasileiros, voltaria a ser testada no pós-guerra. A polarização provocada pela Guerra Fria, entre as democracias e o bloco comunista, afetou todas as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucionária no continente americano, a partir da década de 1950. O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e colocaram-se em marcha. Diante de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao totalitarismo. As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo. Em 1979, um pacto de pacificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transição para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os aprendizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gerações. Como todo processo histórico, o período que se seguiu experimentou avanços. As Forças Armadas, como instituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao poder constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam construir suas vidas. Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História.    

FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa

ILQUES BARBOSA JUNIOR
Almirante de Esquadra Comandante da Marinha

Gen Ex EDSON LEAL PUJOL
Comandante do Exército

Ten Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZ Comandante da Aeronáutica
























Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você viu o que aquele boçal escreveu no jornal? 🤔

A intenção do blog é divertir; informar; criticar 🕊. Preferencialmente com referências culturais (música 🎸; televisão 📺; cinema 🎬; literatura 📖; ditados populares 🐊) como destaque em cada texto (o título desta nota é um trecho da música “Betty Frígida” da Banda Blitz) 💡. Se por acaso você se sentiu prejudicado por algum post (texto e/ou imagem) 😡, deixe seu registro. O post será revisto e, se for o caso, alterado ou excluído 🦇. (Obs.: As ilustrações (imagens 📷) utilizadas no blog são as chamadas imagens públicas; também são utilizadas imagens de autoria do próprio blog. Qualquer insatisfação pode, e deve, ser manifestada 🐉; a mesma será analisada com toda a atenção; podendo, se for o caso, a ilustração ser removida) 🌷